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terça-feira, 6 de abril de 2010

O Lula e a Censura

Após assistir o Canal Livre, da Rede Bandeirantes de Televisão, no domingo e ver o Lula falando que a criação do CNJ (Conselho Nacional de Jornalismo) não é para censurar nada, e sim para "melhorar" o que está sendo visto na TV, lembramos de velhos tempos do Regime Militar. Não querer que a população veja cenas de violência o dia inteiro, vai resolver o problema da segurança no país? Evitar esse tipo de informação não é CENSURA? Incentivar a PAZ? Mas e o GOVERNO? O que faz pela PAZ?
Encontrei um excelente texto no site do PSTU falando sobre este dito conselho. Mas já vou avisando que não sou partidário do PSTU e de nenhum outro partido, mas não podemos deixar de apreciar, seja de quem for, algo feito com qualidade de justiça.

Conselho Nacional de Jornalismo: o autoritarismo do governo e a hipocrisia das grandes empresas


O Conselho Nacional de Jornalismo é uma tentativa de intervenção do governo na atividade dos jornalistas


Em meio à gigantesca onda de escândalos que o atinge, o governo Lula enviou para o Congresso a proposta de formação de um Conselho Nacional de Jornalismo (CNJ), cujo objetivo é “orientar, disciplinar e fiscalizar o exercício da profissão de jornalista e da atividade de jornalismo”.

Formulado originalmente pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), uma entidade dirigida majoritariamente por petistas – e emendada por José Dirceu –, a proposta prevê que, para trabalharem, todos os jornalistas terão de estar inscritos no órgão. Além disto, todos estarão submetidos a possíveis penalidades, que podem ir da advertência até a cassação do registro profissional.

A liberdade de concordar

O cheiro de censura é fortíssimo e nada agradável. Como também é evidente que o CNJ surge num momento em que as falcatruas de Meirelles (escandalosamente promovido a “ministro” do Banco Central), a papelada suja do Banestado e os tentáculos de Waldomiro e seus amigos não param de servir a imprensa com vasto material.

Vem junto com a tentativa de impedir que funcionários públicos possam fornecer informações que baseiem denúncias contra o governo, e um projeto de dirigismo cultural através da Ancinav (Opinião Socialista 187).

Em sua defesa, Lula e Cia. afirmam que a proposta vem sendo discutida há anos pela Fenaj e é reivindicada por vários sindicatos da categoria. Isto só mostra, mais uma vez, a quantidade de entidades sindicais “chapa-branca” que não medem esforços para satisfazer os desmandos do governo. A Fenaj, em particular, tem interesses próprios nesta história: os diretores da primeira gestão do CNJ seriam indicados majoritariamente pela entidade, algo que poderia se repetir até num segundo mandato.

Lula adotou uma arrogância impar neste episódio, voltando, novamente, seus disparos contra os trabalhadores do setor. No dia 14, chegou a declarar “brincando” que só daria entrevistas aos jornalistas que apoiassem o Conselho. Dois dias depois, a caminho do Haiti, foi ainda mais longe: chamou de “covardes” os jornalistas que se opusessem à proposta.

Em sua defesa, a Fenaj alega que outras categorias têm Conselhos semelhantes ao que está sendo proposto. Mas estes outros conselhos não servem nem para isso. Basta dar, como exemplo, o de Medicina. É público e notório que um médico só é punido quando as atrocidades praticadas não só se tornam públicas, como já extrapolaram a linha do absurdo. E mais: comparar a atividade de um engenheiro ou de um médico com o exercício do jornalismo é, no mínimo, uma distorção malintencionada. A produção de notícias e a divulgação de idéias são atividades cuja qualidade só pode ser “fiscalizada” pela população. Um controle maior pelo governo e seus representantes no jornalismo sobre artigos críticos só limitaria ainda mais a liberdade de imprensa.

Se isto não bastasse, como apontaram alguns jornalistas, a proposta ainda pode significar um ataque à organização sindical do setor. Tanto o CNJ quanto os Conselhos Regionais irão enfraquecer a organização pela base e a independência sindical.

Hipocrisia versus autoritarismo

Um dos mais importantes aspectos desta discussão está em algo que defensores e muitos dos adversários do projeto sequer mencionam: sob o sistema em que vivemos, não há liberdade de imprensa.

Dominada por algumas grandes empresas que transformaram a imprensa nacional em um amontoado de latifúndios oligárquicos, a enorme maioria dos meios de comunicação está a serviço da manutenção do sistema, dos interesses do mercado (nacional e, cada vez mais, estrangeiro) e da divulgação de sua ideologia. Falar em “liberdade” nos órgãos de imprensa comandados pelos Marinhos (Globo), pelos Sarneys (Maranhão), os Barbalhos (Pará), pelos Frias ou Mesquitas (São Paulo) é uma mais do que uma piada de mau gosto. É um delírio. A vida real dos trabalhadores não chega até o Jornal Nacional (da Globo), assim como as denúncias contra essas empresas.

Para essas grandes empresas, o governo dedica grandes verbas publicitárias, o perdão de dívidas bilionárias e uns tantos outros afagos.

A atitude adotada pelas oligarquias que controlam os meios de comunicação só pode receber um nome: hipocrisia. Editoriais dos principais jornais impressos e telejornais, assim como “jornalistas” como Arnaldo Jabor, saíram a público para “denunciar” a intenção do governo de ter um controle absoluto sobre os meios de comunicação, chegando a afirmar que Lula estava tentando reeditar “velhos modelos socialistas”.

Não há nada de “socialista” na proposta de Lula e da Fenaj. Se ela merece um adjetivo, este é “ditatorial”. O que os barões da mídia querem salvaguardar é o “seu” controle absoluto sobre a informação.

A liberdade que precisamos

Para chegar à real democratização da imprensa, a primeira medida deveria ser o desmantelamento de todos os monopólios, através da expropriação e da estatização dos meios de comunicação, que passariam a ser controlados pelos que aí trabalham.

Seria muito interessante passar o poder de influência da Rede Globo na consciência das massas deste país da família Marinho para os trabalhadores organizados nos sindicatos, para as associações de moradores.

Além disso, ao contrário do fechamento recorde de rádios comunitárias que o governo Lula está fazendo, é necessário incentivar e investir no acesso da população aos mais diversos meios. Como dizem os ativistas do setor, é necessário promover a “reforma agrária no ar” libertando as ondas de rádio, de emissão de sinais de TV e estendê-la aos “latifúndios” formados pelos monopólios do setor, algo que começa pela defesa de que os conselhos editorias das empresas sejam formados por seus funcionários e trabalhadores.

Em outras palavras, o que precisamos é que se liberte a imprensa do mercado. O único caminho para que a imprensa possa difundir, divulgar e propagar os eventos, idéias e notícias que poderão contribuir para que conquistemos a liberdade de fato na sociedade.



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(a) autor (a)
Wilson H. Silva da redação do Opinião Socialista e membro da Secretaria Nacional de Negros e Negras dos PSTU

Conselho Nacional de Jornalismo: o autoritarismo do governo e a hipocrisia das grandes empresas

O Conselho Nacional de Jornalismo é uma tentativa de intervenção do governo na atividade dos jornalistas


Em meio à gigantesca onda de escândalos que o atinge, o governo Lula enviou para o Congresso a proposta de formação de um Conselho Nacional de Jornalismo (CNJ), cujo objetivo é “orientar, disciplinar e fiscalizar o exercício da profissão de jornalista e da atividade de jornalismo”.

Formulado originalmente pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), uma entidade dirigida majoritariamente por petistas – e emendada por José Dirceu –, a proposta prevê que, para trabalharem, todos os jornalistas terão de estar inscritos no órgão. Além disto, todos estarão submetidos a possíveis penalidades, que podem ir da advertência até a cassação do registro profissional.

A liberdade de concordar

O cheiro de censura é fortíssimo e nada agradável. Como também é evidente que o CNJ surge num momento em que as falcatruas de Meirelles (escandalosamente promovido a “ministro” do Banco Central), a papelada suja do Banestado e os tentáculos de Waldomiro e seus amigos não param de servir a imprensa com vasto material.

Vem junto com a tentativa de impedir que funcionários públicos possam fornecer informações que baseiem denúncias contra o governo, e um projeto de dirigismo cultural através da Ancinav (Opinião Socialista 187).

Em sua defesa, Lula e Cia. afirmam que a proposta vem sendo discutida há anos pela Fenaj e é reivindicada por vários sindicatos da categoria. Isto só mostra, mais uma vez, a quantidade de entidades sindicais “chapa-branca” que não medem esforços para satisfazer os desmandos do governo. A Fenaj, em particular, tem interesses próprios nesta história: os diretores da primeira gestão do CNJ seriam indicados majoritariamente pela entidade, algo que poderia se repetir até num segundo mandato.

Lula adotou uma arrogância impar neste episódio, voltando, novamente, seus disparos contra os trabalhadores do setor. No dia 14, chegou a declarar “brincando” que só daria entrevistas aos jornalistas que apoiassem o Conselho. Dois dias depois, a caminho do Haiti, foi ainda mais longe: chamou de “covardes” os jornalistas que se opusessem à proposta.

Em sua defesa, a Fenaj alega que outras categorias têm Conselhos semelhantes ao que está sendo proposto. Mas estes outros conselhos não servem nem para isso. Basta dar, como exemplo, o de Medicina. É público e notório que um médico só é punido quando as atrocidades praticadas não só se tornam públicas, como já extrapolaram a linha do absurdo. E mais: comparar a atividade de um engenheiro ou de um médico com o exercício do jornalismo é, no mínimo, uma distorção malintencionada. A produção de notícias e a divulgação de idéias são atividades cuja qualidade só pode ser “fiscalizada” pela população. Um controle maior pelo governo e seus representantes no jornalismo sobre artigos críticos só limitaria ainda mais a liberdade de imprensa.

Se isto não bastasse, como apontaram alguns jornalistas, a proposta ainda pode significar um ataque à organização sindical do setor. Tanto o CNJ quanto os Conselhos Regionais irão enfraquecer a organização pela base e a independência sindical.

Hipocrisia versus autoritarismo

Um dos mais importantes aspectos desta discussão está em algo que defensores e muitos dos adversários do projeto sequer mencionam: sob o sistema em que vivemos, não há liberdade de imprensa.

Dominada por algumas grandes empresas que transformaram a imprensa nacional em um amontoado de latifúndios oligárquicos, a enorme maioria dos meios de comunicação está a serviço da manutenção do sistema, dos interesses do mercado (nacional e, cada vez mais, estrangeiro) e da divulgação de sua ideologia. Falar em “liberdade” nos órgãos de imprensa comandados pelos Marinhos (Globo), pelos Sarneys (Maranhão), os Barbalhos (Pará), pelos Frias ou Mesquitas (São Paulo) é uma mais do que uma piada de mau gosto. É um delírio. A vida real dos trabalhadores não chega até o Jornal Nacional (da Globo), assim como as denúncias contra essas empresas.

Para essas grandes empresas, o governo dedica grandes verbas publicitárias, o perdão de dívidas bilionárias e uns tantos outros afagos.

A atitude adotada pelas oligarquias que controlam os meios de comunicação só pode receber um nome: hipocrisia. Editoriais dos principais jornais impressos e telejornais, assim como “jornalistas” como Arnaldo Jabor, saíram a público para “denunciar” a intenção do governo de ter um controle absoluto sobre os meios de comunicação, chegando a afirmar que Lula estava tentando reeditar “velhos modelos socialistas”.

Não há nada de “socialista” na proposta de Lula e da Fenaj. Se ela merece um adjetivo, este é “ditatorial”. O que os barões da mídia querem salvaguardar é o “seu” controle absoluto sobre a informação.

A liberdade que precisamos

Para chegar à real democratização da imprensa, a primeira medida deveria ser o desmantelamento de todos os monopólios, através da expropriação e da estatização dos meios de comunicação, que passariam a ser controlados pelos que aí trabalham.

Seria muito interessante passar o poder de influência da Rede Globo na consciência das massas deste país da família Marinho para os trabalhadores organizados nos sindicatos, para as associações de moradores.

Além disso, ao contrário do fechamento recorde de rádios comunitárias que o governo Lula está fazendo, é necessário incentivar e investir no acesso da população aos mais diversos meios. Como dizem os ativistas do setor, é necessário promover a “reforma agrária no ar” libertando as ondas de rádio, de emissão de sinais de TV e estendê-la aos “latifúndios” formados pelos monopólios do setor, algo que começa pela defesa de que os conselhos editorias das empresas sejam formados por seus funcionários e trabalhadores.

Em outras palavras, o que precisamos é que se liberte a imprensa do mercado. O único caminho para que a imprensa possa difundir, divulgar e propagar os eventos, idéias e notícias que poderão contribuir para que conquistemos a liberdade de fato na sociedade.
 
Wilson H. Silvada redação do Opinião Socialista e membro da Secretaria Nacional de Negros e Negras dos PSTU
[ Publicado em 25/8/2004 16:19:00 ]

sábado, 3 de abril de 2010

Vídeo - Manifestação Sintero atacada covardemente pela PM-RO

CASSOL SE DESPEDE DO GOVERNO COLOCANDO A PM PARA ESPANCAR TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO


Do Site do Sintero: http://www.sintero.org.br/web/noticia.php?idText=1065
Cenas típicas dos piores momentos da ditadura militar foram vividas na manhã desta quarta-feira (31/03) pelos trabalhadores em educação do Estado, em frente ao Palácio do Governo, em Porto Velho.

Por ordens do governador Ivo Cassol, como um dos seus últimos atos à frente do Executivo Estadual, a Polícia Militar reprimiu com violência e o uso de spray de pimenta o movimento reivindicatório de professores e técnicos administrativos.

Enquanto tentam um diálogo com o governo, os trabalhadores em educação são recebidos com violência. A tropa de choque da COE – Companhia de Operações Especiais foi chamada para reforçar o espancamento aos trabalhadores em educação.

Os trabalhadores em educação estão com as atividades paralisadas desde o dia 11/03, e, conforme determinação judicial, aguardam uma audiência com o governo para negociar as reivindicações.

O governo, por sua vez, ainda não cumpriu a determinação judicial, de negociar com os grevistas.

Cassol deixa o governo causando perdas salariais de 25% aos servidores públicos estaduais.

Em sete anos de mandato, o governo concedeu apenas três aumentos salariais, ainda assim, com índices abaixo da inflação. O último aumento foi de 4% dividido em duas parcelas de 2%.

Os trabalhadores em educação devem intensificar asa manifestações e os protestos, e passam a cobrar a negociação do vice-governador, João Caúla, que assume o governo nesta quarta-feira, dia 31/03.

VIVA A LIBERDADE!

Lutar pela liberdade não é algo fácil. Muito mais cômodo é ficar no sofá da sua sala apenas "metendo o pau" nos políticos corruptos, na ação violenta da polícia, no absurdos cometidos muitas vezes pelo nosso judiciário. Mas mobilizar, organizar, manifestar e lutar pelos princípios democráticos, por mais legítimos que seja isso em nosso país, é algo extremamente complicado e necessita não apenas de coragem, mas também de informação e multidão.
Não podemos nos calar para tantas arbitrariedades cometidas cotidianamente por muitos de nossos pares. Temos que exigir os nossos Direitos! E cobrar pelo zelo do patrimônio público.
Assim, se mobilizando e se manifestando, impediremos que a CENSURA continue a atacar. Muitos podem dizer que a CENSURA deixou de existir desde quando caiu o Regime Militar e o Brasil voltou a ser uma República Democrática. Bem, na teoria assim deveria funcionar, mas na prática, todos os dias presenciamos atos de CENSURA, e muitos órgãos públicos, utilizam de prerrogativas internas para fazer calar a muitos.
Por exemplo? Bem, conheço instituições pública de ensino, que possuí em seu regime interno uma tal falta grave, quando é INCITADA A DESORDEM? O que seria isso? Primeiramente? O que seria a ORDEM? Então se manifestar contra alguma coisa e levar com que vários pessoas lhe apóiem é o que? Expressão e LIBERDADE, ou INCITAÇÃO A DESORDEM?
Temos de ficar ligados! E propagar a mensagem que a VIDA, sem a LIBERDADE, deixa de ser VIDA, para ser PRISÃO!

Espero que este espaço sirva para divulgar e propagar exemplos de Censuras cometidas todos os dias, numa espécie de denúncia, para conscientizar a TODOS da importância de viver a vida com JUSTIÇA e LIBERDADE!

SAUDAÇÕES!